Sempre
exigi de ti que quando acordasses me dissesses algo, nem que fosse: "
Acordei." Não sei bem porque te exigia tal coisa. Hoje penso nisso e não
faz sentido. Lembro-me até de ficar chateada a sério porque acordaste e
não disseste nada, como se fosses obrigado, como se tivesses que me
dizer todos os teus passos desde que acordas até adormeceres, como se eu
mandasse em ti e nas tuas vontades. Mas que absurdo foi este? Acho
mesmo que foi um absurdo da idade, da imaturidade, da falta de noção do
espaço do outro, da falta de sentir isto na pele com outro alguém. Eu
não sou tua dona e vivermos livres sem sermos obrigados a nada é
maravilhoso. Desculpa, errei. Hoje tenho noção disso.
Muitas vezes
temos que passar pela mesma experiência mas ao contrário para
percebermos a nossa cabeça e a dos outros, para percebermos que certas
exigências são absurdas. É preciso algum cuidado quando damos
importância a coisas mínimas, caso contrário com as grandes nunca
saberemos lidar.
Autora: Carla Batista
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